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sexta-feira, 9 de agosto de 2019
terça-feira, 6 de agosto de 2019
Regem VIII
Et hoc 8rei comitante per annum, id est qui tempore revelare
nomen electi.
In altera mesess et dimisit eos, qui unum! antichristi et
pseudoprophetarum nova Ecclesia, quod sit cultus et acentado templum formam
redigentem Novae Ecclesiae Universalis renuntiatur.
Inconsummatione et huc ad hoc blog est non a sponsored
religionis coetus vel nulla religionis sectam aut aliquo alio ente. Et ego non
pertinent ad religionis coetus, neque ego huc vel infamari aliqua religio
religionis sectam. Et ad hoc blog, ut sisterent facta de nova Ecclesia
catholica in variis contextibus, ut:
Parliamentum Mundus Religiones, cuj, UN, Oecumenismo
Unitatis redintegratio, ecclesiae instauratione maturescerent, MMXXX COP15
Publica (Conference 15 a Consociatione Nationum Clima Mutationem in MMIX):
Amazon Panaetolico aut Synodi Panamazônica ecclesia (de VI ad XXVII Septembris
MMXIX) , Consilium Cardinals (IX), et migratio foedus novum papam.
A falsum prophetam, et mundus exsecutivam.
Per SCIENTIA ANTIQUITATIS, anthropologiam,
ufology artis, astronomiae, studios exegetico theologia. Et arte symbolica
docendos aliquid occultum inquirendum, Torah, sacri christianorum, Alcoranum et
aliis.
quinta-feira, 27 de junho de 2019
Inácio de Antioquia e a origem do Cristianismo
Muitos se enganam em pensar que Constantino
foi o principal responsável pela corrupção e gentilização do Cristianismo.
Apesar de Constantino ter certamente acrescentado e consolidado a apostasia da
igreja primitivo, ele não foi o primeiro. Foi na realidade Inácio de Antioquia que se rebelou contra o Concílio de Jerusalém, usurpou sua autoridade,
segregou-se do Judaísmo, declarou que a Torá havia sido abolida, substituiu o
Shabat do sétimo dia pela adoração no domingo e fundou uma nova religião
não-judaica, a qual ele chamou de Cristianismo.
Antioquia ocupa um importante lugar na
história do cristianismo. Foi onde Paulo Tarso pregou o seu primeiro sermão
(numa sinagoga), e foi também onde os seguidores de Jesus foram chamados pela
primeira vez de que conhecemos hoje de cristãos:
e, tendo-o achado, levou-o a Antioquia. Durante um ano inteiro reuniram-se com a igreja, e instruíram muita gente; e em Antioquia os discípulos pela primeira vez foram chamados cristãos. Atos 11:26.
Durante um ano inteiro eles tomaram parte nas reuniões da comunidade e instruíram grande multidão, de maneira que em Antioquia é que os discípulos, pela primeira vez, foram chamados pelo nome de cristãos. Atos dos Apóstolos, 11:26, Bíblia Católica.
e, tendo-o achado, levou-o a Antioquia. Durante um ano inteiro reuniram-se com a igreja, e instruíram muita gente; e em Antioquia os discípulos pela primeira vez foram chamados cristãos. Atos 11:26.
Durante um ano inteiro eles tomaram parte nas reuniões da comunidade e instruíram grande multidão, de maneira que em Antioquia é que os discípulos, pela primeira vez, foram chamados pelo nome de cristãos. Atos dos Apóstolos, 11:26, Bíblia Católica.
Atos 11:26 em outras versões:
tendo-o
encontrado, levou-o para Antioquia. E, por todo um ano, se reuniram naquela
igreja e ensinaram numerosa multidão. Em Antioquia, foram os discípulos, pela
primeira vez, chamados cristãos. Versão: Português: João Ferreira de Almeida
Revista e Atualizada;
Y conversaron todo un año allí con la iglesia, y
enseñaron á mucha gente; y los discípulos fueron llamados Cristianos
primeramente en Antioquía. Versão: Español: Reina Valera
(1909);
And when he had found him, he brought him unto
Antioch. And it came to pass, that a whole year they assembled themselves with
the church, and taught much people. And the disciples were called Christians
first in Antioch. Versão: English: King James Version;
y en cuanto le encontró, le llevó a Antioquía.
Estuvieron juntos durante un año entero en la Iglesia y adoctrinaron a una gran
muchedumbre. En Antioquía fue donde, por primera vez, los discípulos recibieron
el nombre de «cristianos». Español: Biblia de Jerusalén (1976);
και ευρων αυτον, εφερεν αυτον εις Αντιοχειαν. Και συνελθοντες εις την εκκλησιαν εν ολοκληρον ετος εδιδαξαν πληθος ικανον, και πρωτον εν Αντιοχεια ωνομασθησαν οι μαθηται Χριστιανοι. Versão: Grego
Ao final do
primeiro século, Inácio de Antioquia havia cumprido o alerta de Paulo. Ele
abandonou o Judaismo Nazareno e fundou uma nova religião a qual chamou de
“Cristianismo.” Uma religião que rejeitou a Torá, e substituiu o Shabat
do sétimo dia pela adoração dominical.
Antioquia foi fundada nos
finais do século IV a.C. por Seleuco I Nicátor, que a tornou a capital do seu
império. Seleuco servira como um dos generais de Alexandre III da da Macedônia,
e o nome Antíoco ocorria frequentemente entre membros da sua família.
Flávio Josefo descreveu Antioquia como tendo sido a terceira maior cidade do Império Romano e também do mundo, com uma população estimada em mais de meio milhão de habitantes, depois de Roma e Alexandria. Cresceu a ponto de se tornar o principal centro comercial e industrial da província romana da Síria. Era considerada como a porta para o Oriente. Júlio César, Augusto e Tibério utilizavam-na como centro de operações. Era também chamada de "Antioquia, a bela", "rainha do Oriente", devido às riquezas romanas que a embelezavam, desde a estética grega até o luxo oriental.
O culto à deusa Astarte pelas mulheres da cidade de Antioquia chocava os cristãos, de forma que foi abolido por Constantino I. A maioria da população era síria ("gentios"), embora houvesse numerosa colônia judaica. A cultura era tipicamente grego-helenista.
A cidade conservou uma grande opulência e a Igreja continuou a crescer enquanto durou o Império Romano. Em 538, o rei Cosroes I a tomou e destruiu. O imperador Justiniano reconstruiu-a, mas no ano 635, os sarracenos a tomaram, e em 1084 passou para o domínio do Império Seljúcida. Excetuando o período decorrente entre 1068 e 1269, em que foi sede de um reino cristão fundado pelos cruzados, o Principado de Antioquia, tem continuado em poder dos muçulmanos. Hoje a moderna Antáquia, permanece sede de um patriarcado das igrejas católica romana e ortodoxa.
Região histórica: Síria
País: Turquia
Província romana: Síria
Flávio Josefo descreveu Antioquia como tendo sido a terceira maior cidade do Império Romano e também do mundo, com uma população estimada em mais de meio milhão de habitantes, depois de Roma e Alexandria. Cresceu a ponto de se tornar o principal centro comercial e industrial da província romana da Síria. Era considerada como a porta para o Oriente. Júlio César, Augusto e Tibério utilizavam-na como centro de operações. Era também chamada de "Antioquia, a bela", "rainha do Oriente", devido às riquezas romanas que a embelezavam, desde a estética grega até o luxo oriental.
O culto à deusa Astarte pelas mulheres da cidade de Antioquia chocava os cristãos, de forma que foi abolido por Constantino I. A maioria da população era síria ("gentios"), embora houvesse numerosa colônia judaica. A cultura era tipicamente grego-helenista.
A cidade conservou uma grande opulência e a Igreja continuou a crescer enquanto durou o Império Romano. Em 538, o rei Cosroes I a tomou e destruiu. O imperador Justiniano reconstruiu-a, mas no ano 635, os sarracenos a tomaram, e em 1084 passou para o domínio do Império Seljúcida. Excetuando o período decorrente entre 1068 e 1269, em que foi sede de um reino cristão fundado pelos cruzados, o Principado de Antioquia, tem continuado em poder dos muçulmanos. Hoje a moderna Antáquia, permanece sede de um patriarcado das igrejas católica romana e ortodoxa.
Região histórica: Síria
País: Turquia
Província romana: Síria
Santo
Inácio de Antioquia (†107)
Foi o
terceiro bispo da importante comunidade de Antioquia, fundada por São Pedro.
Conheceu pessoalmente São Paulo e São João. Sob o imperador Trajano, foi preso
e conduzido a Roma onde morreu nos dentes dos leões no Coliseu. A caminho de
Roma escreveu Cartas às igreja de Éfeso, Magnésia, Trales, Filadélfia, Esmirna
e ao bispo S. Policarpo de Esmirna. Na carta aos esmirnenses, aparece pela
primeira vez a expressão “Igreja Católica”.
Santo
Inácio escreveu sete cartas, as chamadas Epístolas de Inácio, preservadas no
Codex Hierosolymitanus:
Epístola a
Policarpo de Esmirna
Epístola
aos Efésios
Epístola
aos Esmirniotas
Epístola
aos Filadélfos
Epístola
aos Magnésios
Epístola
aos Romanos
Epístola
aos Trálios
Epístolas
que foram atribuídas à Inácio, mas de origem espúria, incluem:
Epístola
aos Tarsos
Epístola
aos Antióquios
Epístola a
Hero, um diácono de Antioquia
Epístola
aos Filipenses
Epístola de
Maria, a prosélita, para Inácio
Epístola
para Maria de Neápolis (em Zarbo)
Primeira
Epístola para São João
Segunda
Epístola para São João
A Epístola
de Inácio para Virgem Maria
«The Development of the Canon of
the New Testament: Codex Hierosolymitanus» (em inglês). NT
Canon.org.
Consultado em 1 de janeiro de 2011
«The New
Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge: Bryennios, Philotheos» (em inglês). Christian Classics Ethereal Library. Consultado
em 1 de
«The Original Catholic Encyclopedia». El Cajon, California: Catholic
Answers. Consultado em 21 de julho de 2011
«Primates of
the Apostolic See of Antioch» (em inglês). St. John of Damascus Faculty of
Theology, University of Balamand. Consultado em 24 de dezembro de 2011. Arquivado do original em 31 de julho de 2011
«Patriarchs
of Antioch: Chronological List» (em inglês). Syriac Orthodox
Resources. Consultado em 24 de
dezembro de 2011
História Eclesiástica. Ignatius and His
Epistles.
Thurston,
Herbert. "Catholic." The Catholic Encyclopedia. Vol. 3. New York:
Robert Appleton Company, 1908. 28 June 2016
Epístola aos
Trálios (13:3) (em inglês). [S.l.]: Christian Classics Ethereal Library. Consultado em 29 de janeiro de 2011
Atos 11:26 "E foi em Antioquia que os discípulos, pela primeira vez,
receberam o nome de cristãos"
Inácio de Antioquia. Carta aos
Efésios, 4
Inácio de Antioquia. Carta aos
Efésios, 5
Inácio de Antioquia. «Epístola
aos Esmirniotas (8:2)» (em
língua). New Advent.
Consultado em 29 de janeiro de 2011
Inácio de Antioquia. «Epístola
aos Esmirniotas» (em língua). New Advent. Consultado em 29 de janeiro de 2011
Inácio de Antioquia. Epístola aos
Efésios, 3,2
São Tomás de Aquino. Suma
Teológica
Inácio de Antioquia. Epístola aos
Efésios, 7,2.
INÁCIO SEPARA-SE DO CONCÍLIO DE JERUSALÉM
Até o tempo de Inácio, qualquer disputa que surgisse em
Antioquia por fim era levada ao Concílio de Jerusalém (tal como em Atos
14:26-15:2). Inácio usurpou a autoridade do Concílio de Jerusalém, declarando a
si mesmo, o bispo local, como sendo a autoridade final sobre a assembléia que o
havia feito bispo, e semelhantemente declarando isto ser verdade acerca de
todos os outros bispos e suas assembléias locais. Inácio escreve:
"...sujeitando-se ao seu
bispo... ...andem juntos conforme a vontade de D-us. Jesus... é enviado pela
vontade do Pai; Assim como os bispos... são [enviados] pela vontade de Jesus
Cristo."] (Carta de Inácio aos Ef. 1:9,11)
"...seu bispo... penso que
felizes são vocês que se unem a ele, assim como a igreja o é a Jesus Cristo e
Jesus Cristo o é ao Pai... Vamos portanto cuidar para que não nos coloquemos
contra o bispo, para que nos sujeitemos a D-us. Devemos olhar para o bispo tal
como olharíamos para o próprio S-nhor." (Carta de Inácio aos Ef. 2:1-4)
"...obedeça ao seu
bispo..." (Carta de Inácio aos Mag. 1:7)
"Seu bispo está presidindo
no lugar de D-us... ...unam-se ao seu bispo..." (Carta de Inácio aos Mag.
2:5,7)
"...aquele...que faz
qualquer coisa sem o bispo... não é puro em sua consciência..." (Carta de
Inácio aos Tral. 2:5)
"...Não faça nada sem o
bispo." (Carta de Inácio aos Fil. 2:14)
"Cuidem para que vocês sigam
o seu bispo, Assim como Jesus Cristo ao Pai..." (Carta de Inácio aos Esm.
3:1)
Ao exaltar o poder do ofício do bispo (supervisor) e exigir
a absoluta autoridade do bispo sobre a assembléia, Inácio estava na realidade
fazendo uma jogada para obter o poder, tomando a autoridade absoluta sobre a
assembléia de Antioquia e encorajando outros supervisores não-judeus a fazerem
o mesmo.
INÁCIO DECLARA QUE A TORÁ FOI ABOLIDA
Além disso, Inácio afastou os homens da Torá e declarou que
a Torá havia sido abolida, não somente em Antioquia, mas em todas as
assembléias de não-judeus para as quais escreveu:
"Não sejam enganados por
doutrinas estranhas; nem por fábulas antigas sem valor. Pois se continuarmos a
viver conforme a Lei Judaica, estamos confessando que não recebemos a
graça..." (Carta de Inácio aos Mag. 3:1)
"Mas se alguém pregar a Lei
Judaica a vocês, não lhe dêem ouvidos..." (Carta de Inácio aos Fil. 2:6)
INÁCIO SUBSTITUI O SHABAT PELA ADORAÇÃO DOMINICAL
Foi Inácio quem primeiro substituiu o Shabat do sétimo dia
pela adoração dominical, escrevendo:
"...não mais observem os
Shabatot, mas observem o dia do Senhor, no qual também a nossa vida floresce
nEle, através da Sua morte..." (Carta de Inácio aos Mag. 3:3)
INÁCIO DÁ UM NOME À SUA NOVA RELIGIÃO
Tendo usurpado a autoridade de Jerusalém, declarado a Torá
abolida, e substituído o Shabat pelo domingo, Inácio criou uma nova religião.
Inácio então cunha um novo termo, nunca antes utilizado, para essa nova
religião que ele chama de "Cristianismo", a qual ele mesmo deixa
claro que é distinta do Judaísmo. Ele escreve:
"Vamos portanto aprender a
viver conforme as regras do Cristianismo, pois quem quer que seja chamado por
qualquer outro nome além desse, esse não é de D-us...
"É absurdo nomear Jesus
Cristo e Judaizar. Pois a religião cristã não abraçou a judaica. Mas a judaica
[abraçou] a cristã..." (Carta de Inácio aos Mag. 3:8,11)
A Santíssima Trindade nos Padres Apostólicos: Santo Inácio
de Antioquia
1. Santo Inácio foi o terceiro bispo da cidade de Antioquia
depois do Apóstolo São Pedro, o qual, antes de transferir-se para Roma, tinha
sido o seu primeiro bispo. Durante a perseguição aos cristãos no tempo do
Imperador Trajano, Santo Inácio foi enviado preso a Roma e condenado a ser
entregue às feras do Coliseu. Em sua viagem, como prisioneiro, ainda no fim do
primeiro século, escreveu sete cartas, cinco das quais a diversas comunidades
da Ásia Menor, uma à comunidade dos cristãos de Roma e outra a São Policarpo,
bispo da cidade de Esmirna e discípulo de São João Evangelista.
2. As cartas de Santo Inácio e a Trindade:
É evidente pela leitura das cartas de Santo Inácio que o
centro de seu pensamento é Cristo Jesus. Assim, ele fala muito mais de Deus Pai
e de Jesus Cristo do que do Espírito Santo ou da Trindade. Vamos examinar,
portanto, primeiro o que ele diz a respeito do Espírito Santo e da Trindade,
para depois fazer o mesmo com o que ele nos tem a dizer sobre Cristo.
3. Santo Inácio e o Espírito Santo. Santo Inácio diz
que o Espírito Santo foi o princípio da concepção virginal do Senhor:
"Nosso Deus, Jesus Cristo,
tomou carne no seio de Maria,
sendo de um lado descendente de Davi,
provindo por outro do Espírito Santo". Ef. 18, 2
tomou carne no seio de Maria,
sendo de um lado descendente de Davi,
provindo por outro do Espírito Santo". Ef. 18, 2
Inácio diz também que foi pelo Espírito Santo que Cristo
confirmou a hierarquia da Igreja:
"Saúdo vossa Igreja no
sangue de Jesus Cristo,
pois ela é minha constante alegria,
sobretudo se continuarem unidos aos bispos,
aos presbíteros e diáconos que estão com ele,
instituídos segundo a palavra de Jesus Cristo,
que por sua própria vontade os fortaleceu no Espírito Santo". Fil. Intr.
pois ela é minha constante alegria,
sobretudo se continuarem unidos aos bispos,
aos presbíteros e diáconos que estão com ele,
instituídos segundo a palavra de Jesus Cristo,
que por sua própria vontade os fortaleceu no Espírito Santo". Fil. Intr.
Segundo Inácio, finalmente, foi ainda o Espírito Santo que
falou através do próprio Inácio:
"Alguns desejaram enganar-me
segundo a carne,
mas o Espírito, que é de Deus,
não se deixa enganar e revela seus segredos.
Clamei em alto e bom som,
na voz de Deus: 'Apegai-vos aos bispos,
ao presbitério, e aos diáconos'". Fil. 7,1-2
mas o Espírito, que é de Deus,
não se deixa enganar e revela seus segredos.
Clamei em alto e bom som,
na voz de Deus: 'Apegai-vos aos bispos,
ao presbitério, e aos diáconos'". Fil. 7,1-2
4. Santo Inácio e a Trindade.
A fórmula ternária aparece três vezes nas cartas de Santo
Inácio:
"Sois pedras do templo do
Pai,
alçadas para as alturas pela alavanca de Jesus Cristo,
alavanca que é a cruz,
servindo-vos do Espírito Santo como de um cabo". Ef. 9,1
alçadas para as alturas pela alavanca de Jesus Cristo,
alavanca que é a cruz,
servindo-vos do Espírito Santo como de um cabo". Ef. 9,1
"Cuidai de permanecer firmes
nas doutrinas do Senhor e dos Apóstolos,
para que tudo quanto fazeis caminhe bem,
na fé e na caridade,
no Filho e no Pai e no Espírito,
em união com o vosso bispo muito digno e coroa espiritual do vosso presbitério,
e com os diáconos segundo o coração de Deus". Mg. 13,1
para que tudo quanto fazeis caminhe bem,
na fé e na caridade,
no Filho e no Pai e no Espírito,
em união com o vosso bispo muito digno e coroa espiritual do vosso presbitério,
e com os diáconos segundo o coração de Deus". Mg. 13,1
"Sede sujeitos ao bispo e
uns aos outros,
como Jesus Cristo está sujeito ao Pai,
segundo a carne, e os Apóstolos a Cristo e ao Pai e ao Espírito". Mg. 13,2
como Jesus Cristo está sujeito ao Pai,
segundo a carne, e os Apóstolos a Cristo e ao Pai e ao Espírito". Mg. 13,2
5. Santo Inácio e Cristo. Inácio declara que
"Há um só Deus,
que se manifestou através de seu Filho Jesus Cristo,
sua Palavra saída do silêncio". Mg. 8,2
que se manifestou através de seu Filho Jesus Cristo,
sua Palavra saída do silêncio". Mg. 8,2
Também afirma que Jesus Cristo é Deus nas seguintes
passagens:
"Nosso Deus, Jesus Cristo,
tomou carne no seio de Maria segundo o plano de Deus". Ef. 18,2
tomou carne no seio de Maria segundo o plano de Deus". Ef. 18,2
"Não vos separeis de Jesus
Cristo Deus,
nem dos bispos,
nem das prescrições dos Apóstolos". Tral. 7,1
nem dos bispos,
nem das prescrições dos Apóstolos". Tral. 7,1
"Inácio, à Igreja amada e
iluminada segundo a fé e a caridade de Jesus Cristo nosso Deus,
deseja todo o bem e irrepreensível alegria em Cristo Jesus Nosso Deus". Rom. Introd.
deseja todo o bem e irrepreensível alegria em Cristo Jesus Nosso Deus". Rom. Introd.
Em outras passagens, ele subentende a diferença de Cristo do
Pai:
"Assim como o Senhor nada
fez sem o Pai,
com o qual estava unido,
nem pessoalmente,
nem através dos Apóstolos,
assim também vós nada haveis de empreender sem o bispo e os presbíteros". Mg. 7,1
com o qual estava unido,
nem pessoalmente,
nem através dos Apóstolos,
assim também vós nada haveis de empreender sem o bispo e os presbíteros". Mg. 7,1
"Sigam todos ao bispo,
como Jesus Cristo ao Pai". Smir. 8,1
como Jesus Cristo ao Pai". Smir. 8,1
"Após a ressurreição comeu e
bebeu com eles,
como alguém que tem corpo,
ainda que estivesse unido espiritualmente ao Pai". Smir. 3,3
como alguém que tem corpo,
ainda que estivesse unido espiritualmente ao Pai". Smir. 3,3
Em outras, ainda, ele afirma a preexistência de Cristo antes
da encarnação:
"Acorrei todos ao único
templo de Deus,
ao único altar do sacrifício,
a um só Jesus Cristo,
que saíu de um só Pai,
permaneceu em Um só e a Ele voltou". Mg. 7,2
ao único altar do sacrifício,
a um só Jesus Cristo,
que saíu de um só Pai,
permaneceu em Um só e a Ele voltou". Mg. 7,2
"Esforçai-vos por fazer tudo
sob a presidência do bispo em lugar de Deus e dos presbíteros em lugar do colégio dos apóstolos e dos diáconos encarregados do serviço de Jesus Cristo,
o qual antes dos séculos estava com o Pai e nos últimos tempos se manifestou". Mg. 6,1
sob a presidência do bispo em lugar de Deus e dos presbíteros em lugar do colégio dos apóstolos e dos diáconos encarregados do serviço de Jesus Cristo,
o qual antes dos séculos estava com o Pai e nos últimos tempos se manifestou". Mg. 6,1
Mas sobre a natureza da distinção de Cristo do Pai na
unidade divina tudo o que Inácio tem a dizer é que Cristo é o
"pensamento" do Pai:
"Jesus Cristo,
nossa vida inseparável,
é o pensamento do Pai,
como por sua vez os bispos,
estabelecidos até os confins da terra,
estão no pensamento de Jesus Cristo". Ef. 3,2
nossa vida inseparável,
é o pensamento do Pai,
como por sua vez os bispos,
estabelecidos até os confins da terra,
estão no pensamento de Jesus Cristo". Ef. 3,2
6. Conclusão: A Santíssima Trindade nos Padres Apostólicos
A evidência que pode ser reunida dos textos dos Padres
Apostólicos é pobre e inconclusiva. A preexistência de Cristo era de modo geral
concedida, assim como seu papel na Criação e na Redenção. De uma doutrina da
Trindade no sentido estrito não há sinal, embora a fórmula ternária da Igreja
tivesse deixado a sua marca em todo lugar.
Entre os vestígios contam-se um pórtico monumental, um estádio e um teatro, um estabelecimento para banhos públicos e um aqueduto, além de traços de um templo dedicado à deusa-mãe Cibele.
A relevância de Antioquia não seria desconhecida de Paulo. A narrativa do livro bíblico dos Atos dos Apóstolos assinala que o apóstolo e os seus companheiros entraram a um sábado na sinagoga. Foi o início de uma mudança que haveria de transfigurar o cristianismo.
snpcultura
A Bíblia um relato histórico de uma época conturbada da igreja 2
A Bíblia
foi criada pelo homem como um relato histórico de uma época conturbada,
e ela se desenvolveu através de incontáveis traduções, acréscimos e revisões.
Portanto, o que se encontra na Bíblia não são palavras sagradas de Jesus e sim
um monte de regras de valores éticos para tentar colocar ordem em Roma. A
história nunca teve uma versão definitiva do livro. É como se a Bíblia fosse um
livro mitológico repleto de lições de moral por trás das diversas histórias
encontradas nela. Porém a maioria dos fiéis toma a Bíblia como verdade e
acreditam nas histórias absurdas contidas no livro. A verdade por trás da
Bíblia, poucos sabem. E este era o objetivo Santa Sé. Esconder a verdade dos
fiéis.
Somente a maçonaria e a cabala atendem os requisitos
espirituais para essas funções.
A maçonaria e uma ordem mística executiva e a cabala uma
ordem mística legislativa e estão no topo da pirâmide da ONU:
E a Cabala com forte presença em Israel; através do uso dos
números “sagrados”, cuidam para que não existam falhas nas profecias do governo
mundial.
[1] Council on Foreign Relations (Conselho de Relações
Exteriores ou Conselho de Relações Internacionais).
quarta-feira, 11 de abril de 2018
Maome a face oculta do criador do Isla
Ele criou uma nação fundamentada em direitos trabalhistas,
juros baixos e livre concorrência de mercado. Tinha uma esposa que ganhava mais
do que ele e emancipou as mulheres quando assumiu o poder. Conheça a face realmente
oculta do criador do islamismo.
A maior dor de cabeça dos árabes que controlavam Meca, a
cidade sagrada, era um certo Muhammad ibn Abdallah – Maomé,
em português. O plano era acabar com ele de uma vez. Aquele “poeta insano”,
como eles diziam, tinha virado uma ameaça. Ele vinha angariando partidários
fervorosos. Agora era questão de tempo até que o poeta, que se dizia profeta,
assumisse o poder na cidade. “Maomé deve morrer” era
a ordem. Mas não era simples matar um político em ascendência. Para evitar que
a culpa recaísse sobre um assassino específico, e dificultar retaliações, eles
bolaram um crime perfeito: cada um dos líderes da cidade deveria designar “um
soldado forte e bem-nascido” de seu clã. O grupo invadiria a casa deMaomé no
meio da madrugada, e cada um desferiria sua própria punhalada. Todos matariam o
profeta, diluindo a culpa entre os membros do consórcio de assassinos.
Não deu certo, claro, se não este texto não estaria sendo
escrito. E não só porque se trata de um artigo sobre a vida dele. Mas porque,
sem a religião que ele criou, o mundo seria um lugar bem diferente. E bem pior,
como vamos ver mais adiante. Por outro lado, é óbvio: o que motivou este texto
foi a violência dos extremistas islâmicos, uma minoria estridente que comete crimes
em nome de sua religião, sem saber que outro grande delito que está perpetrando
é contra o próprio islamismo e, mais ainda, contra a imagem deMaomé,
um homem que trabalhou pela civilização, não pela barbárie. Vamos conhêce-lo
melhor agora.
Meca já era sagrada
quando o bebê Maomé nasceu ali, no
ano de 570. Bem sagrada: recebia peregrinos de todos os cantos da Península
Arábica. Tudo por causa de um meteorito: a Pedra Negra, que caiu nas redondezas
da cidade sabe-se lá quando e acabou virando um objeto de culto.
Em algum momento da história, que nunca foi registrado, os
árabes colocaram muros em volta da pedra, cobriram e pronto: a casinha virou um
santuário, a Caaba – o Cubo. Junto dela, colocaram 360 deuses, na forma de
estatuetas. Um para cada dia do ano – que eles pensavam ter 360 dias. O
ritual ali era dar sete voltinhas em torno da Caaba.
Provavelmente porque esse é o número de dias de cada fase da
Lua. Os deuses, afinal, podiam não ser astronautas, mas eram astros. A Lua era
Hubal, uma divindade que ajudava os humanos a prever o futuro. Vênus, o
planeta, era Uzza, a deusa do amor. Acima de todos, na sala da presidência
celestial, sentava-se um deus tão poderoso que nem tinha nome. Era apenas “o
deus”: al-Ilah. E do mesmo jeito que “vossa mercê” virou “você”, al-Illah
virou Allah.
E Allah também era Javé. Os judeus tinham escrito a Bíblia mil anos
antes. Ela já era o texto mais conhecido do mundo. E a ideia central ali, você
sabe, era a de que Javé, o Deus do “d” maiúsculo, tinha criado o mundo e feito
uma aliança com um homem chamado Abraão, o patriarca dos judeus. Graças à forte
presença de comunidades judaicas na Arábia, essa ideia estava tão impregnada
ali que os próprios árabes se viam como um povo quase bíblico. Acreditavam que
também eram descendentes de Abraão, o homem que falava com Deus. A diferença é
que, enquanto os judeus descenderiam de um dos filhos do profeta, Isaac, os
árabes viriam do primogênito de Abraão: Ismael, o filho que ele teve com a
escrava da família. Fazia sentido, já que a Bíblia dizia que Ismael foi mesmo
morar nas bandas da Arábia, ainda que não dê mais detalhes além de dizer que
ele “se tornou um bom atirador de flechas e arranjou uma mulher egípcia”.
Só faltou combinar com os árabes que Javé era o único deus.
Na cabeça deles, o deus de Abraão convivia com a deusa do amor, o deus da lua,
a deusa do destino. E atendia pelo nome de “O deus”: Allah. A verdade é
que cabia de tudo na mente do árabe típico daqueles tempos – igual cabe na
do brasileiro típico destes tempos, que sincretiza catolicismo com umbanda e
espiritismo sem problema nenhum. Havia até quem fosse à Caaba prestar culto a
Jesus Cristo, uma divindade que vinha ganhando terreno naquele panteão. Em
suma, Meca era um tabule de crenças. E foi em meio a esse carnaval religioso
que nasceria Maomé, o filho do seu Abdallah e da dona Amina.
O menino
Abdallah, rapaz boa pinta, estava indo para a casa da noiva.
Não era um dia qualquer: logo mais, aconteceria a noite de núpcias dele com a
jovem Amina. Mas no meio do caminho apareceu uma mulher. Uma estranha
interceptou o futuro pai de Maomé na rua
e o convidou para conhecer sua cama. Uau. Mas ele recusou educadamente e seguiu
seu caminho rumo a outra cama, aquela onde consumaria seu casamento.
Mas homem você sabe como é. Abdallah cruzou com a estranha
no dia seguinte e perguntou se o convite ainda estava de pé. Não estava. Porque
mulher, bom, você sabe como é: “Ontem você tinha um brilho nos olhos”, ela
disse. “E hoje não tem mais. Não quero.”
O tal brilho não era uma figura de linguagem. Segundo a
tradição islâmica de onde vem essa história, os olhos de Abdullah realmente
emitiam luz. E por um motivo claro: naquela noite, ele e Amina conceberiam o
embrião deMaomé. O brilho era uma manifestação da semente do
Profeta, que estava prestes a sair do pai e ser plantada no útero de sua mãe.
Claro que esse episódio da literatura islâmica é provavelmente tão factual
quanto a história dos Reis Magos na literatura cristã. É só uma lenda composta
para dar um caráter sobrenatural ao nascimento de Maomé,
do mesmo jeito que a historinha da Estrela de Belém faz do parto de Jesus um
acontecimento transcendente. Com ou sem luz nos olhos, o fato é que Abdallah e
Amina foram mesmo os pais de Maomé. Mas não por
muito tempo.
O pai nem viu o filho nascer. Morreu enquanto Amina ainda
estava grávida. O casal já vivia apertado. Os bens de Addallah somavam cinco
camelos e algumas ovelhas – o que fazia dele um membro da “classe média
baixa”, caso existisse um IBGE em Meca. Agora, com ele morto, as perspectivas
para Amina eram trágicas. Mas ela segurou a barra. Teve o filho sem problemas e
propiciou uma infância saudável ao menino, com direito até a um
“intercâmbio” com uma família de beduínos para aprender cedo as agruras do
deserto – coisa que toda criança árabe tinha de fazer na época para
“crescer forte”. Mas Amina não teve tanto tempo para curtir o filho: morreu
antes de ele completar 7 anos.
Agora Maomé tinha 8
anos e um destino: virar escravo. Esse era o fado da maior parte dos órfãos da
época.
Os dentes
de leite do garoro mal tinham caído e ele já era órfão de pai e de mãe. Então
foi morar com o avô. E o avô morreu também. Agora Maomé tinha
8 anos e um destino: virar escravo. Esse era o fado da maior parte dos órfãos
da época. Sem uma família para ajudar, a única saída era trabalhar em troca de
(pouca) comida pelo resto da vida. Mas Maomé escapou
dessa sina graças a um tio, Abu Talib, que era irmão do falecido Abdullah. O
homem teve pena do sobrinho e decidiu adotá-lo. E o garoto finalmente ganhava
uma família completa.
Mais do que isso, na verdade. Abu Talib era um xeique, um
chefe de clã. Só para situar: estamos na Arábia pré-islâmica, uma terra sem
rei, onde o que vale é a lei tribal. O xeique é o cacique, mas não manda
sozinho. Para cuidar dos cultos religiosos, você tem o kahin, sujeito que cuida
dos cultos e baixa o santo, servindo de porta voz para os deuses da tribo
– deuses que gostavam de falar em rimas, já que recitar poesia nas
celebrações era a especialidade dos kahins. No Poder Judiciário, você tem o
hakam, um juiz de pequenas causas. O trabalho do hakam, aliás, não era dos mais
complicados, porque a ética que reinava ali era a do olho por olho. A lei da
retribuição. Quebrou o nariz de alguém? Seus dias de simetria facial acabaram.
Matou? Morreu.
Mas esse sistema tribal estava entrando em crise. Àquela
altura, a vida nômade, com tribos de pastores vagando em busca de pasto e só se
cruzando de vez em quando, estava com os dias contados. O comércio já era forte
o bastante para sustentar centros urbanos. E o normal agora era várias tribos
ocuparem a mesma cidade. Só tinha um problema: as leis de cada tribo só valiam
dentro de cada tribo. Se você matasse alguém de fora, problema do morto. Era
como se um morador de Ipanema tivesse carta branca para quebrar narizes no
Leblon. Não tinha como dar certo.
Tanto não tinha que o único caminho viável foi a formação de
“megatribos”. Vários clãs foram se unindo, via casamentos arranjados, que
providenciavam laços de sague. Depois de algumas décadas, vinha o resultado:
uma megatribo, que acabava subjugando as menores: podiam quebrar narizes à
vontade. Sem medo de punição.
Em Meca, a megatribo era a dos Quraysh. Eles controlavam o
comércio e as finanças da cidade. Os peregrinos da Caaba, por exemplo, eram uma
fonte de renda garantida para os mecanos: propiciavam feiras e mercados
vibrantes em volta do santuário. Mas, se você quisesse fazer parte da festa,
abrindo uma barraquinha numa dessas feiras e mercados, não tinha jeito: teria
que pagar impostos gordos para os líderes dos Quraysh.
Isso concentrava a renda. Então, se você precisasse de um
cascalho para abrir sua barraquinha, teria que pedir emprestado para os Quraysh
mesmo. E eles cobravam juros extorsivos. Não porque fossem perversos, ou burros
(juro alto demais = inadimplência = mau negócio para o credor). Eles cobravam
juro de agiota porque, quanto mais calotes rolassem, melhor. Explico. É que a
garantia mais comum da época para casos de calote era particularmente
interessante para o credor: pessoas. Você pedia um empréstimo e deixava um
filho como garantia, ou você mesmo. Se você não pagasse, o credor ganhava um
escravo. Num tempo sem máquinas, em que o trabalho braçal valia bem mais do que
hoje, ganhar escravos valia mais a pena do que receber os empréstimos de volta.
E, se a garantia fosse uma esposa ou uma filha, melhor ainda: ela acabaria
engrossando o harém do credor.
Foi nesse cenário que Maomé cresceu.
Mas não só nesse. É que o tio Abu Talib, além de Xeique e bem relacionado com
os Quraysh, era um exportador, dono de caravanas de camelos que transportavam
alimentos, especiarias e objetos preciosos deserto adentro. Ainda
criança, Maomé começou a participar dessas viagens. E
foi ótimo: o menino conheceu comunidades cristãs e judaicas bem mais a fundo do
que se tivesse passado a vida em Meca. O fato de ele ter se inteirado bem sobre
as duas religiões monoteístas ajudou lá na frente, quando ele criaria a
terceira. Mas isso talvez nunca tivesse acontecido se Maomé não
cruzasse o caminho de uma certa mulher, 15 anos mais velha que ele. A mulher
que dominaria seu coração. E salvaria sua mente.
O homem
Maomé estava com 25 anos e sem grandes expectativas.
Ainda não tinha um negócio próprio. Dependia da boa vontade do tio para ter
casa e emprego. Pelo menos ele já tinha feito uma bela reputação na arte que
Henry Ford um dia chamaria de “comprar como se fosse lixo, vender como se fosse
ouro”. Era um baita negociante. E logo a fama do rapaz lhe renderia frutos.
Nessa época, ele teve a sorte de ser contratado por alguém
bem mais rico que seu tio. Alguém poderoso, respeitado e que, contra todas as
normas sociais da época, cometia o disparate de não ser homem: Khadija. Num
tempo em que mulher era propriedade, e nem podia herdar bens se o marido
morresse, Khadija era uma mulher emancipada. Uma self-made woman de 40 anos,
dona de caravanas extremamente lucrativas, e que, mesmo não sendo mais nenhuma
menininha, estava entre as mulheres mais cobiçadas da cidade. Bom, Khadija agora
precisava de alguém para chefiar uma caravana para a Síria, mil quilômetros ao
norte de Meca. Ela tinha ouvido falar muito bem de Maomé,
então convidou o rapaz. Foi uma aposta vencedora: Maomé voltou
da Síria com o dobro dos lucros que ela esperava. Aí foi paixão à segunda
vista: ela ficou tão encantada que pediu o rapaz em casamento. Consta que ele
não pensou duas vezes.
Agora Maomé estava por cima da carne-seca. Ao assumir o controle
das caravanas de Khadija, finalmente conseguiu ter seu próprio (e grande)
negócio. Virou um comerciante reverenciado até pela elite. Nessa época, seu
melhor amigo passou a ser o próspero Abu Bakr, um Quraysh também dono de
caravanas. E Maomé ganhou a honra de recolocar a Pedra Negra
na Caaba, depois de uma reforma que os líderes da cidade tinham feito no
santuário.
Mas ele não se sentia confortável com a situação. Se por um
lado ele lucrava com o sistema de Meca, já que tinha se tornado um comerciante
próspero, por outro, ele simplesmente não engolia a ditadura Quraysh. Os textos
islâmicos sobre a vida do Profeta, que começaram a ser escritos enquanto ele
estava vivo, reiteram que Maomé não
suportava ver tanta gente se tornando escrava por não conseguir pagar dívidas.
Ele também achava absurda a ideia de a elite de Meca ser imune à lei da
retribuição. Mas não protestava. E ainda tinha um comportamento contraditório:
apesar de fazer doações frequentes aos mais pobres e ser contra o escravagismo,
tinha seu próprio escravo, Zayd.
Alem das doações, outra coisa que ele fazia para aplacar a
consciência era sair para meditar sozinho nas montanhas em volta da cidade. E
foi num desses retiros, quando já tinha 40 anos, que Maomé teve
a maior de todas as experiências, segundo a liturgia islâmica.
Ele sentou numa caverna para meditar, quando ouviu uma voz,
que lhe surgiu na cabeça. Uma voz autoritária, que dizia:
– Recita!
– Recitar o quê?, perguntou.
– Recita!!
Então Maomé recitou, mesmo sem
saber o que iria recitar. Entrou numa espécie de transe e sentiu as palavras
fluírem:
“Recita, em nome do seu Senhor que criou/ Criou a humanidade
a partir de um coágulo de sangue/ Recita, que seu Senhor é generoso/ Aquele que
ensinou pela escrita/ Ensinou à humanidade o que ela não sabia”.
Não era um texto duro e seco, como está aqui. Em árabe, são
versos gostosos de ouvir, feitos para cantar, já que têm uma métrica
sofisticada e rimam. Os dois primeiros, por exemplo, fecham com palavras
terminadas em “laq” (pronuncia-se “láco”). Os três últimos, com palavras
que acabam em “am”. Poesia, em suma. Ao estilo dos kahins.
Essa foi a primeira das várias recitações que Maomé faria
nos 23 anos seguintes. E que dariam origem ao Alcorão (literalmente, “A
Recitação”). Mas, segundo a tradição islâmica, não foi fácil para ele. Maomé ficou
atordoado com a experiência de ver os versos saírem pela sua boca sem que ele
soubesse o que estava acontecendo. Ele suava, tremia. E saiu da caverna direto
para casa. Só relaxou depois de ser ninado nos braços da mulher. “Khadija…”,
ele suspirou, mais calmo. “Acho que fiquei louco.” Hoje, 1,6 bilhão de
pessoas discorda dessa afirmação. Mas naquele dia, bastava Khadija.
Ela confortou o marido. Depois, para que Maomé entendesse
melhor o que tinha acontecido com ele na caverna, decidiu levá-lo a um
especialista, digamos assim. Era Waraqa, um primo cristão de Khadija, versado
nas escrituras judaicas e nos Evangelhos. E o diagnóstico foi imediato: aquelas
eram palavras de Deus, Waraqa disse. O Criador estava se manifestando pela boca
de Maomé. Ele era seu Mensageiro. Seu Profeta. E as
mensagens tinham um intuito: deixar claro para o povo árabe que só existia um
Deus. O Deus: Allah. Todas as outras divindades seriam ilusórias.
Dali em diante, Maomé passaria
a pregar o monoteísmo vorazmente. Ia até a Caaba e discursava para os politeístas.
Além de vociferar que os deuses deles não existiam, deixava claro que ele
próprio era uma parte da história entre Deus e os homens. Allah, ele dizia,
contou com vários profetas: Adão, Noé, Abraão, Moisés, Davi, Jesus. E agora
tinha mais um, ali, diante deles: Maomé.
Na prática, a religião que Maomé criava
naquele momento era um reflexo do próprio caldo cultural de Meca: tinha um
pouco de cristianismo, muito judaísmo e um belo tempero árabe, com a poesia que
remetia à cultura ancestral dos kahin. Só que Maomé tinha
muito mais do que poesia para entregar. Foi aí que começaram os seus problemas.
E sua ascensão.
O profeta
O Maomé resignado, que tentava aplacar a
consciência fazendo caridade e isolando-se nas montanhas, estava morto. Agora
nascia outro homem: o Profeta vivo, que peitava os Quraysh sem medo, descendo a
lenha na cobrança de juros e, heresia máxima, pedindo a libertação dos
escravos. Começou libertando o seu, diga-se.
Mesmo com esse discurso, Maomé angariou
seguidores entre os homens ricos de Meca. Provavelmente pela beleza das
recitações, muitos realmente o viam como um novo Abraão, um novo Moisés. A
começar por seu amigo Abu Bakr, o comerciante Quraish. Seu primeiro ato como
seguidor de Maomé, inclusive, foi gastar uma fortuna comprando escravos
de seus colegas comerciantes para libertá-los.
Some tudo isso ao fato de que a própria mensagem monoteísta
de Maométambém tinha um potencial destrutivo: se aquele
homem continuasse convencendo gente na Caaba de que os deuses ali dentro eram
de mentira, os peregrinos que se convencessem poderiam não voltar mais. Péssimo
negócio para os Quraysh, que controlavam o comércio em torno do santuário. Pois
é. Tinha chegado a hora de tomar uma providência contra o recitador.
Mas não seria fácil, porque o número de seguidores dele só
crescia. No começo, eram só Abu Bakr, Zayd, seu escravo alforriado, Khadija,
claro, e o menino Ali, de 13 anos – um primo de Maomé.
Mas agora era diferente. Ele somava centenas de fiés. Além disso, seu tio Abu
Talib era próximo demais dos Quraysh. Isso ajudava a manter as espadas deles
longe do pescoço deMaomé. Mas não por muito tempo.
Quando Maomé tinha
50 anos, no ano de 620, Abu Talib morreu, deixando o caminho mais livre para os
Quraysh. E pior ainda: Khadija também faleceu, aos 65. Sem suas duas maiores
referências na vida, e ciente de que o pior se avizinhava, Maomé começou
a tecer um plano para deixar Meca, mas sem largar seus seguidores. Líderes de
outra cidade, Medina*, tinham convidadoMaomé para
servir como haran, julgando uma disputa interna entre os clãs locais. O
Profeta, então, orientou seus seguidores a se mudar para Medina, 300
quilômetros ao norte, sem alarde, para não chamar a atenção. Mas logo que os
Quraysh perceberam o movimento decidiram agir. O temor agora era que Maomé estivesse
formando um exército.
Foi aí que, em setembro de 622, decidiram matá-lo, lançando
mão daqueles soldados “fortes e bem-nascidos”. Mas os cães de aluguel dos
Quraysh tiveram uma surpresa. Quando arrombaram a casa do Profeta, quem estava
na cama era seu primo Ali. Maomé tinha
acabado de fugir para Medina, junto com Abu Bakr. Ali, poupado, logo mais se
juntaria aos dois.
Esse dia da fuga se tornou tão importante para o islamismo
que o ano de 622 ficaria marcado para sempre. Tornaria-se o ano 1 da nova
religião. O ano 1 d.H. (depois da Héjira, “Fuga”, em árabe). E isso não
aconteceria simplesmente porque o Profeta escapou da morte. Mas porque foi em
Medina que Maomé fez sua maior obra: criou sua própria
civilização.
Maomé agora era xeique. Longe de Meca, seus
seguidores formavam uma tribo de fato: a Ummah (“comunidade”). Uma tribo que
não era unida por laços de sangue, mas por uma ideologia. Ideologia que Maomé logo
tiraria do mundo das ideias.
Uma de suas primeiras medidas no campo das coisas práticas
foi baixar a Selic. Ou quase isso. O Profeta achava que os juros extorsivos
estavam no cerne dos problemas de Meca, certo? Então ele criou um BNDES em
Medina: os membros da Ummah concediam empréstimo a juro zero para outros
“afiliados”.
Outro problema que ele via em Meca era o monopólio dos
Quraysh no comércio. Medina também tinha uma tribo que dominava o comércio, a
Banu Qaynuca, de origem judaica. Ninguém podia vender nada em Medina sem pagar
uma taxa a eles.
Maomé acabou com isso. Não na pancada, mas criando
uma feira concorrente, que não cobrava taxa nenhuma. Nisso, ele quebrou o
monopólio e forçou uma baixada nos preços. Capitalismo de raiz. De raiz mesmo:
a Ummah abastecia seus mercados emboscando caravanas nos arredores de Meca.
Os saques também alimentavam outra novidade: um Bolsa
Família. Todo membro da Ummah deveria pagar um imposto de acordo com suas
posses, o zakat. E o dinheiro ia para seguidores mais pobres, que nem tinham
como pagar imposto nenhum. Zakat significa “purificação”. Ou seja, o imposto
tinha um sentido religioso: os mais ricos “purificavam-se” ao doar
sistematicamente uma porcentagem dos seus ganhos. Mas vale lembrar: a
religião era tão intrincada com todo o resto da vida social que nem havia uma
palavra para “religião”.
E ainda houve as reformas jurídicas. A lei principal
continuava sendo o olho por olho, mas Maomé introduziu
uma mudança fundamental ali. “A retribuição por uma injúria é uma injúria
igual”, diz o Alcorão, refletindo as leis tribais da Arábia. Mas tinha um
complemento interessante ali: “Aqueles que esquecerem a injúria e buscarem uma
reconciliação serão recompensados por Deus” (42:40). Além disso, a lei
deixava claro que, dentro da igualdade da Ummah, não existiam fiéis “mais
iguais”, como acontecia com a elite de Meca. Um bandido poderoso, portanto,
deveria ter o mesmo tratamento de um ladrão pé-de-chinelo, pelo menos no papel.
Outra mudança importante foi no campo dos direitos das
mulheres. Maométinha se tornado polígamo em Medina. Como
qualquer xeique da época, tinha várias esposas e concubinas. Mas era natural
que, como viúvo de uma mulher poderosa, ele também entendesse que mulheres não
eram camelos. Então ele concedeu um direito importantíssimo às mulheres da
Ummah: elas poderiam herdar propriedades, pela primeira vez na história das
Arábias. Ele também proibiu que maridos se apropriassem dos dotes de casamento,
pagos pelo pai da noiva no ato do casório. O dinheiro deveria ser mantido como
uma poupança exclusiva da mulher, funcionando como um seguro em caso de
divórcio.
Em suma: se Maomé ressuscitasse
hoje, deveria ser chamado para dar palestras de gestão pública. Seu pacote de
reformas deu tão certo que vários habitantes de Medina entraram para a Ummah.
Até porque era fácil: bastava aceitar que só havia um deus e que Maomé era
seu profeta, estar disposto a pagar o zakat e pronto: você se tornava membro da
tribo do Profeta. Tribo que, conforme foi ganhando mais membros, começou a ser
conhecida por outro nome: Islã (“subordinar-se a Deus”). E seus membros
passariam a ser chamados de “muçulmanos” (“aqueles que se renderam a
Deus”). Mas quem não tinha se rendido a nada eram os Quraysh, lá em Meca. Eles
não tinham esquecido a ameaça que Maomé representava.
Ainda queriam matá-lo de todo jeito.
A primeira batalha entre os Quraysh e a Ummah aconteceu dois
anos depois da Héjira, em 624. Foi num daqueles roubos de caravana. O pessoal
de Meca soube, via espiões infiltrados em Medina, que os muçulmanos iriam
saquear uma caravana específica, que vinha da Palestina. Então colocaram um
exército de mil homens para protegê-la. Maomé chegou
com 300. Deveria ser o seu fim. Não foi. Talvez por excesso de confiança dos
Quraysh, talvez por muito mais excesso de confiança dos muçulmanos, o fato é
que Maomévenceu. Dali para a frente, seguiram-se anos de
batalhas.
Entre uma luta e outra, Maomé continuava
tendo seus transes e recitando o futuro Alcorão. Os versos mais belicosos do
livro sagrado são justamente dessa época. O mais conhecido é a surata
(capítulo) 9, versículo 5: “Matem os idólatras, onde quer que eles estejam;
capturem, acossem, embosquem”. O contexto real deste texto é o da guerra contra
os Quraysh, que infiltravam espiões em Medina. “Idólatra” (ou
“politeísta”, ou “infiel”, dependendo da tradução) não é qualquer um que não
seja muçulmano. A palavra está ali para representar um inimigo específico, e de
um conflito que aconteceu há quase 1.500 anos.
E isso não significa que o Islã tenha mais apreço pela
violência que outras religiões. Algumas partes do Antigo Testamento parecem ter
sido escritas por Quentin Tarantino, dada a torrente de sangue. E o próprio Cristo, que
aconselhava dar a outra face em caso de agressão, chegou a dizer: “Não pensem
que vim trazer paz ao mundo. Não vim trazer paz, mas a espada” (Mateus,
10,34). E isso não significa que o cristianismo pregue a violência. No caso do
Islã, vale o mesmo raciocínio.
De qualquer forma, Maomé foi
mais feliz que seus predecessores bíblicos quando empunhou sua espada: ele
passou por cima dos adversários. Em 629, com os Quraysh cansados de guerra e o
Islã mais forte do que nunca, o Profeta reuniu um exército de 10 mil homens e
marchou para Meca. Acabou conquistando a cidade sagrada sem nem derramar
sangue, já que o inimigo se rendeu na hora. Pronto. Com Meca sob seu
controle, Maomé agora era o homem mais poderoso da
Arábia. Um destino que parecia distante do menino que nasceu sem pai e perdeu a
mãe tão cedo.
Seu primeiro ato foi libertar todos os escravos de Meca. O
segundo, despejar os deuses da Caaba, destruindo as imagens deles e consagrando
o santuário a Allah – a Pedra Negra ficou, para a alegria de quem gosta de
meteoritos.Maomé também poupou as estátuas de Jesus e da
Virgem Maria, os únicos personagens do Alcorão representados por imagens dentro
da Caaba. Mas Maomé não se aproveitou do poder. Não corou-se
“rei de Meca” nem nada. Voltou para Medina, que tinha se tornado sua
cidade de fato, e morreu em paz, aos 62 anos, deixando 12 viúvas, 3 filhos, 4
filhas e uma nova nação.
Epílogo
Abu Bakr assumiu a liderança do Islã aos 58 anos,
tornando-se o primeiro Califa (“sucessor”, em árabe). O jovem Ali, que ainda
tinha 30, era o favorito de uma parte dos seguidores. E ainda é. A sucessão
criou uma dissidência pró-Ali hoje conhecida como “xiita”, que forma uma minoria
de 10% dentro do Islã. Os descendentes dos que apoiaram Abu Bakr são a maioria
“sunita”, que segue a suna, a “tradição”, iniciada naquela época.
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